Rosa do Conhecimento

sábado, 14 de fevereiro de 2026

 

A importância do Carnaval na cultura brasileira.

 

O Carnaval do Brasil é uma das manifestações culturais mais expressivas da identidade nacional, reunindo história, arte, religiosidade popular e forte impacto econômico. Muito mais do que uma festa, o carnaval representa um patrimônio cultural construído ao longo de séculos, resultado do encontro entre tradições europeias, africanas e indígenas.

Historicamente, o carnaval brasileiro tem suas raízes nas festas populares trazidas pelos portugueses, especialmente o “entrudo”, uma celebração marcada por brincadeiras e manifestações coletivas nas ruas. Ao longo do tempo, essa tradição foi ressignificada no Brasil, incorporando elementos das culturas africanas, como os ritmos, as danças e a musicalidade, que deram origem a expressões como o samba. No início do século XX, o surgimento das escolas de samba no Rio de Janeiro consolidou o carnaval como espetáculo organizado, culminando nos desfiles que hoje acontecem no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Paralelamente, outras regiões do país desenvolveram estilos próprios, como o frevo e o maracatu em Recife e Olinda, e o trio elétrico em Salvador.

Do ponto de vista histórico, o carnaval também pode ser compreendido como um espaço de crítica social e expressão popular. As escolas de samba frequentemente abordam temas ligados à política, à desigualdade social, à memória histórica e à valorização das culturas afro-brasileiras e indígenas. Assim, a festa torna-se palco de resistência cultural e afirmação identitária, reforçando o papel da arte como instrumento de reflexão social.

Sob a perspectiva econômica, o carnaval é um dos eventos que mais movimentam recursos no país. A festa impulsiona o turismo nacional e internacional, gerando empregos temporários e permanentes nos setores de hotelaria, alimentação, transporte, comércio e produção cultural. Artesãos, costureiras, músicos, técnicos de som, coreógrafos e inúmeros profissionais encontram no período carnavalesco uma importante fonte de renda. Além disso, o carnaval fortalece a chamada economia criativa, estimulando cadeias produtivas ligadas à cultura e ao entretenimento.

Outro aspecto relevante é a descentralização econômica proporcionada pelo carnaval. Embora os grandes desfiles do Rio de Janeiro ganhem destaque internacional, diversas cidades brasileiras realizam festas de rua que movimentam as economias locais, ampliando oportunidades e fortalecendo o comércio regional.

Portanto, o Carnaval do Brasil é uma manifestação que ultrapassa o campo do entretenimento. Ele constitui um fenômeno histórico, cultural e econômico de grande relevância, capaz de gerar desenvolvimento, promover inclusão social e reafirmar a diversidade que caracteriza a sociedade brasileira. Ao celebrar o carnaval, o país celebra também sua memória, sua criatividade e sua capacidade de transformar tradição em potência cultural e econômica.

Autora: Denise Maria Antonio

Cientista Social




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sábado, 24 de janeiro de 2026

A importância do professor acompanhar o desenvolvimento tecnológico da sociedade atual.

 

Na sociedade contemporânea, marcada por rápidas transformações tecnológicas, é fundamental que o professor acompanhe o desenvolvimento tecnológico para manter sua prática pedagógica atual, significativa e eficaz. As tecnologias digitais influenciam profundamente a forma como os alunos aprendem, se relacionam com o conhecimento e interagem com o mundo. Quando o docente se apropria dessas ferramentas, ele consegue diversificar metodologias, utilizar recursos multimídia, plataformas educacionais e ambientes virtuais que tornam o processo de ensino-aprendizagem mais dinâmico, participativo e próximo da realidade dos estudantes.

Além disso, acompanhar o avanço tecnológico não significa apenas dominar ferramentas, mas também desenvolver um olhar crítico sobre elas. O professor tem um papel essencial na mediação do uso consciente das tecnologias, orientando os alunos quanto à ética digital, à confiabilidade das informações, ao respeito nas interações online e ao equilíbrio entre o mundo virtual e o presencial. Dessa forma, contribui para a formação de cidadãos críticos, responsáveis e preparados para lidar com os desafios da sociedade digital.

Por fim, o desenvolvimento tecnológico também impacta o mundo do trabalho e as relações sociais, exigindo novas competências e habilidades. Ao se atualizar constantemente, o professor não apenas aprimora sua prática profissional, mas também ajuda os alunos a desenvolverem autonomia, criatividade, pensamento crítico e capacidade de resolver problemas, competências essenciais para a vida pessoal, acadêmica e profissional no século XXI.


Autora: Denise Maria Antonio

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domingo, 11 de janeiro de 2026

Será que estamos perto de uma terceira guerra mundial tecnológica do século XXI?

 Ao longo da história, as grandes guerras sempre estiveram associadas a profundas transformações tecnológicas. No século XX, a Primeira Guerra Mundial foi marcada pela mecanização do combate, enquanto a Segunda Guerra Mundial ficou conhecida pelo uso massivo da indústria bélica, da aviação e, ao final, da energia nuclear. No século XXI, entretanto, o cenário de conflitos globais assume novas formas, levantando uma questão inquietante: estaríamos nos aproximando de uma terceira guerra mundial de caráter tecnológico?

Diferentemente das guerras anteriores, uma possível guerra mundial contemporânea não se limitaria ao uso de armas convencionais. Ela se manifestaria de maneira difusa e silenciosa, por meio de ataques cibernéticos, espionagem digital, manipulação de dados, controle de informações e uso estratégico da inteligência artificial. Infraestruturas essenciais — como sistemas de energia, comunicação, saúde e finanças — tornaram-se alvos vulneráveis em um mundo altamente conectado.

Além disso, a disputa entre grandes potências globais tem se deslocado do campo militar tradicional para a corrida tecnológica. O domínio de tecnologias como inteligência artificial, computação quântica, drones autônomos e armamentos inteligentes passou a representar não apenas vantagem econômica, mas também poder geopolítico. Nesse contexto, a guerra deixa de ser declarada formalmente e passa a ocorrer de forma permanente, em ambientes virtuais e informacionais.

Outro elemento central dessa nova configuração é a chamada “guerra híbrida”, que combina ações militares, econômicas, tecnológicas e psicológicas. A disseminação de desinformação, o uso de redes sociais para influenciar opiniões públicas e processos eleitorais, bem como sanções econômicas digitais, tornam-se instrumentos tão eficazes quanto armas físicas. O campo de batalha, assim, amplia-se para o cotidiano das populações civis.

Apesar desses riscos, é importante destacar que o avanço tecnológico também pode atuar como fator de dissuasão. A interdependência econômica entre os países, aliada ao medo de colapsos sistêmicos globais, tende a conter confrontos diretos em larga escala. Ainda assim, o perigo reside justamente na invisibilidade e na naturalização desses conflitos tecnológicos, que muitas vezes passam despercebidos até causarem danos irreversíveis.

Portanto, mais do que questionar se uma terceira guerra mundial está próxima, é fundamental refletir sobre como ela já pode estar em curso, sob novas formas e estratégias. O grande desafio do século XXI não é apenas evitar uma guerra tradicional, mas construir mecanismos éticos, políticos e sociais capazes de regular o uso das tecnologias, garantindo que elas sirvam à humanidade, e não à sua destruição.




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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

 

A  importância do Ano Novo e do recomeço

 

Autora: Denise Maria Antonio

Pós graduada em Educação em Direitos Humanos

 

O Ano Novo simboliza mais do que a simples passagem do tempo; representa a possibilidade concreta de recomeço. Trata-se de um marco simbólico que convida à reflexão sobre o percurso vivido, às escolhas feitas e aos caminhos que ainda podem ser trilhados. Ao encerrar um ciclo, o indivíduo é instigado a avaliar aprendizados, reconhecer erros e valorizar conquistas, compreendendo que toda experiência, positiva ou negativa, contribui para o processo de crescimento pessoal e coletivo.

O recomeço associado ao Ano Novo carrega um forte sentido de esperança e renovação. Ele reforça a ideia de que mudanças são possíveis e que o futuro não está rigidamente determinado pelo passado. Esse momento favorece o estabelecimento de novas metas, a redefinição de prioridades e o fortalecimento do compromisso com atitudes mais conscientes, solidárias e responsáveis. Assim, o Ano Novo funciona como um incentivo simbólico para a transformação, estimulando a coragem de abandonar práticas que já não fazem sentido e de adotar posturas alinhadas a novos projetos de vida.

Além disso, o recomeço não deve ser entendido como negação do que foi vivido, mas como continuidade ressignificada da própria história. Ao reconhecer limites e potencialidades, o sujeito se torna mais apto a construir relações mais saudáveis, desenvolver autonomia e buscar bem-estar individual e social. Nesse sentido, o Ano Novo reafirma a importância da esperança como força mobilizadora, lembrando que cada novo ciclo oferece a oportunidade de reconstruir, aprender e seguir adiante com mais consciência e propósito.

 

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

o que é política?

 

Autora: Denise Maria Antonio

Pós Graduada em Educação em Direitos Humanos

A política pode ser compreendida, em termos acadêmicos, como o conjunto de práticas, instituições, normas e relações de poder que orientam a organização da vida coletiva em sociedade. Trata-se de um campo de atuação humana voltado à tomada de decisões que afetam o bem comum, envolvendo a definição de objetivos coletivos, a distribuição de recursos e a mediação de conflitos sociais.

Do ponto de vista teórico, a política está intimamente relacionada ao conceito de poder. Max Weber define poder como a capacidade de impor a própria vontade dentro de uma relação social, mesmo contra resistências. Nesse sentido, a política constitui o espaço no qual diferentes grupos sociais disputam influência, legitimidade e autoridade para direcionar as ações do Estado e das demais instituições públicas. Essa disputa ocorre por meio de mecanismos formais, como eleições, partidos políticos e sistemas de governo, e também por meios informais, como movimentos sociais, pressão popular e participação cidadã.

Além disso, a política não se restringe ao âmbito estatal. Embora o Estado seja um ator central, a política manifesta-se em múltiplos espaços da vida social, como escolas, sindicatos, associações comunitárias e organizações internacionais. Hannah Arendt destaca que a política surge da convivência entre indivíduos diversos, sendo um espaço de diálogo, ação e construção coletiva, no qual a pluralidade humana é elemento fundamental.

Sob essa perspectiva, a política também desempenha um papel normativo, pois está vinculada à elaboração de leis, políticas públicas e princípios que orientam a convivência social. Ao estabelecer direitos, deveres e responsabilidades, a política contribui para a manutenção da ordem social e para a promoção da justiça, da igualdade e da cidadania. Assim, compreender a política é essencial para o exercício da participação democrática e para a formação de sujeitos críticos, capazes de analisar e intervir de maneira consciente nos rumos da sociedade.

 

BIBLIOGRAFIA

 

ARENDT, Hannah. O que é política? Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.

BOBBIO, Norberto. Política. In: BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de Política. Brasília: Editora UnB, 2000.

BOBBIO, Norberto. Estado, governo e sociedade: para uma teoria geral da política. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

WEBER, Max. A política como vocação. In: WEBER, Max. Ciência e política: duas vocações. São Paulo: Cultrix, 2004.

ARISTÓTELES. Política. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

DAHL, Robert A. Sobre a democracia. Brasília: Editora UnB, 2001.

MIGUEL, Luis Felipe. Introdução à Ciência Política. São Paulo: Contexto, 2018.

 

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O aumento do feminicídio no Brasil

 

Autora: Denise Maria Antonio

Pós graduada em Educação em Direitos Humanos

 

O aumento do feminicídio no Brasil constitui um grave problema social, político e cultural, refletindo profundas desigualdades de gênero e padrões estruturais de violência contra a mulher. Feminicídio é definido como o assassinato de mulheres motivado por razões de gênero, geralmente ligado a situações de violência doméstica, controle, ciúmes ou discriminação, sendo reconhecido legalmente no Brasil a partir da Lei nº 13.104/2015, que alterou o Código Penal e tipificou o crime como hediondo.

Nos últimos anos, dados oficiais indicam um crescimento preocupante desse tipo de violência, o que revela tanto a persistência da cultura patriarcal quanto a insuficiência das políticas públicas de prevenção e proteção às mulheres. Fatores como desigualdade econômica, dependência financeira, normalização da violência doméstica e fragilidade das redes de apoio contribuem para a vulnerabilidade feminina, dificultando a denúncia e o acesso à justiça.

O aumento do feminicídio também está ligado a questões culturais e sociais que naturalizam a violência contra a mulher, reproduzindo estereótipos de submissão e controle. Campanhas de conscientização e educação em igualdade de gênero são fundamentais, mas sua efetividade depende de mudanças estruturais, incluindo maior capacitação de profissionais de segurança e saúde, fortalecimento da rede de proteção social e aplicação rigorosa da legislação.

Além disso, a pandemia de COVID-19 evidenciou a dimensão do problema, já que o isolamento social intensificou situações de violência doméstica e dificultou a busca por ajuda. O feminicídio, portanto, não pode ser tratado apenas como um crime individual, mas como um fenômeno social que exige abordagem integrada, articulando justiça, saúde, educação e políticas públicas de proteção às mulheres.

O combate eficaz ao feminicídio depende da transformação cultural e da promoção de igualdade de gênero, bem como do fortalecimento das políticas de prevenção, proteção e responsabilização. Somente a partir de ações coordenadas e do reconhecimento da violência contra a mulher como problema estrutural será possível reduzir os índices de feminicídio no Brasil e garantir a segurança e a dignidade das mulheres.

BIBLIOGRAFIA

Legislação e documentos oficiais

·         BRASIL. Lei nº 13.104, de 9 de março de 2015. Altera o Código Penal para tipificar o crime de feminicídio. Diário Oficial da União, Brasília.

·         BRASIL. Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Atlas da Violência 2023. Brasília: IPEA, 2023.

·         BRASIL. Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres. Violência contra a mulher no Brasil: dados e políticas públicas. Brasília: 2022.

Estudos acadêmicos e análises sociais

·         SILVA, Ana Paula; FREITAS, Rosana. Feminicídio no Brasil: aspectos jurídicos, sociais e culturais. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2020.

·         CUNHA, Maria Beatriz; OLIVEIRA, Lúcia. Feminicídio e violência de gênero: um estudo sociológico. São Paulo: Cortez, 2019.

·         BOARINI, Sonia; RIBEIRO, Fernanda. A violência contra a mulher e o feminicídio no Brasil contemporâneo. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 28, n. 2, 2020.

 

Perspectivas internacionais e teóricas

·         LOMBARDI, Marina. Femicídio: uma abordagem global. São Paulo: Hucitec, 2018.

·         HEISE, Lori; PITTS, Juliana. Violence against women: global perspectives and prevention strategies. London: Routledge, 2017.

Artigos e pesquisas aplicadas

·         MENDES, Cláudia. Feminicídio, políticas públicas e desafios na implementação da Lei Maria da Penha. Cadernos Pagu, Campinas, n. 57, 2019.

·         PAIVA, Suzana. Feminicídio e mídia: representações e impactos sociais. Revista Comunicação & Educação, v. 25, n. 3, 2020.

 

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O consumismo do Natal

 

Autora: Denise Maria Antonio Pós graduada em Educação em Direitos Humanos.


O Natal, tradicionalmente associado à solidariedade, ao encontro familiar e à reflexão sobre valores humanos, tem sido cada vez mais marcado pelo consumismo exagerado. A lógica do mercado transforma a data em um grande espetáculo de compras, no qual a felicidade parece estar diretamente vinculada à quantidade e ao valor dos presentes adquiridos. Propagandas intensivas, promoções agressivas e apelos emocionais reforçam a ideia de que amar é comprar, deslocando o sentido simbólico do Natal para uma prática essencialmente material.

Esse consumo exacerbado gera impactos significativos. No plano social, aprofunda desigualdades, pois muitas famílias se endividam para corresponder às expectativas impostas pelo padrão de consumo natalino. No plano ambiental, o aumento da produção e do descarte de embalagens, brinquedos e produtos eletrônicos contribui para o agravamento dos problemas ecológicos. Além disso, o imediatismo das trocas mercadológicas tende a esvaziar experiências mais duradouras, como o diálogo, o cuidado e a convivência.

Diante desse cenário, torna-se necessário resgatar o sentido original do Natal, valorizando gestos simples e relações humanas em detrimento do acúmulo de bens. Repensar o consumismo natalino não significa negar a troca de presentes, mas questionar seus excessos e recolocar no centro da celebração valores como empatia, partilha e responsabilidade social. Dessa forma, o Natal pode voltar a ser um tempo de reflexão e humanidade, e não apenas de consumo.

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